sábado, 22 de maio de 2010

Diário de Práticas investigativas

Começei na quinta 20/05 - fiz algumas entrevistas no trabalho.
Duas sobre eleições. Achei as perguntas repetitivas, com algumas questões mal escritas, de difícil compreensão, tornando o questionário longo e chato. Mas um dos principais problemas e que eu as vezes dizia se a resposta dada estava correta; sendo que esta era a próxima pergunta. Puzt!

Na sexta 21/05 e sábado 22/05 fiz algumas em meu condomínio.

Total de 16 questionários!

Questão: Porque não se pode fazer questionários diferentes, com a mesma pessoa?

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Resenha de O PROCESSO

Obra escrita em 1915, O PROCESSO de Franz Kafka, autor este nascido em praga e aclamado historicamente por seus escritos, conta a história de um banqueiro, Josef K, que ao despertar pela manhã se vê cercado por policiais, que lhe vem decretar voz de prisão, mas o fato curioso é que apesar de preso deve continuar em casa e cumprido com suas obrigações. Sem entender, pois tudo isso lhe é dito com muita cerimônia, utilizando-se de locais improvisados, e percebe-se que mesmo o inspetor que lhe da voz de prisão não sabe muito bem o motivo pelo que o faz.
O senhor K, como é chamado no livro, sente- se muito confuso e até envergonhado pelo que acontece. Até ele ser chamado a comparecer para a uma reunião, na qual seu assunto seria discutido. O local marcado era cercado por casas, baratas e idênticas, ele entra em uma delas, onde sempre há muitas crianças, mulheres, o local parece um cortiço. Então ele encontra uma moça lavando roupas que o leva, com certa pressa, até uma sala repleta de pessoas que falavam bastante, sala esta que parece apertada e com o teto muito baixo o que dá ao personagem e ao leitor certa claustrofobia,, até que se começa uma serie de discussões, por vezes vazias, mas que levam o senhor K a querer se explicar, e ele o faz, mas o juiz ali presente discute com ele e o personagem acaba por sair dali meio que fugindo de toda aquela situação.
Mas uma semana se passa e nada ocorre e isso o deixa mais apreensivo a ponto de fazê-lo regressar ao local, mas ali não haveria sessões naquele dia, o que o leva a ter uma longa conversa com a mulher que lhe indicara a sala na semana anterior. E voltando aquela mesma sala ele descobre que o juiz tinha passado um longo tempo redigindo algo sobre o seu processo o que lhe faz olhar com maior seriedade o que ali ocorrera. Nesta parte da história notasse todo o improviso, bagunça e de certa forma sujeiras que existiam naquele lugar. Certo oficial que ele conhece neste mesmo local lhe conta sobre a desordem que existe naquele lugar, e também o leva a um cartório, um local escondido em condições precárias,neste local são tratados os assuntos burocráticos ele vê pessoas inebriadas como que sem consciência, que aparentam estar ali por anos, e dessa mesma forma que aos poucos ele vai se sentindo, a atmosfera do lugar o faz se sentir assim e ele passa se sente muito mal como se estivesse dentro de um barco, e mesmo sua audição é afetada naquele lugar, e espantosamente ao sair dali se sentir imediatamente bem. Quando ele faz estes relatos, é fácil recordarmos de como o sistema burocrático na justiça é lento, parece até que se vive em um sonho, e que aquilo nunca irá se resolver.
O senhor K, enfrenta problemas também em sua vida pessoal neste livro, ele se interessa por uma vizinha que não lhe da muita confiança e também em seu trabalho existe uma competição entre ele e um colega.
E é no banco que ele presencia uma cena dramática e incomum, em uma sala que ele imaginava que era para depósitos ele encontra três homens, dois deles estavam em seu apartamento no dia em que foi decretada sua prisão, aos quais o senhor K fez alusão no dia de sua audiência comentando sobre o tinha ocorrido, e os dois homens estava ali para serem castigados com açoites pelo terceiro homem, K se desespera, pois acha isso injusto e sente-se até culpado, mas acaba por deixá-los aos açoites pois acaba por ver que o sistema é mais forte que ele. Neste trecho nota-se as injustiças, mal entendidos da justiça e que muitas vezes levam pessoas que pouco tem haver com isso a se sentirem culpadas por terem se levantado contra esse mesmo sistema.
Nosso personagem tenta levar a vida normalmente, ocupando-se com seu ofício, até que o mesmo recebe a visita de um tio que já sabe de seu processo e que quer a qualquer custo ajudá-lo, pois toda essa situação é para ele uma vergonha para toda a família. Seu tio leva-o a um advogado.
Advogado este que esta doente, e que também não tem muita atenção por parte de K que na realidade se interessa pela enfermeira que cuida do enfermo advogado. Mas o tempo passa, ele continua a visitar o advogado, que parece não fazer nada pelo processo de K, além de ficar lhe prometendo vitória e desfecho breve. Advogado que “enrola” o processo, é comum na sociedade atual, ouvimos reclamações de que existem profissionais que parecem ser desinteressados e muitas vezes incapazes, que ao invés de lutar pela causa que lhes é proposta, parecem não saber que caminho seguir.
Senhor K, encontra-se preocupadíssimo sobre seu processo, atrapalhando até sua concentração no trabalho. Mas certo cliente diz saber sobre seu processo, e com a intenção aparente de ajudá-lo, indica-o a visitar um pintor que segundo ele, poderia aconselhar K acerca de seu processo. O mesmo praticamente abandona seu trabalho, para visitar o pintor.
Em um local distante e pobre, ele encontra o local, mas já nas escadas conhece três moças que lhe indicam o caminho ao pintor e fazem certa chacota sobre K. O pintor tem mil teorias sobre a justiça, e diz fazer parte da mesma e ter influência sobre alguns juízes. Em seu discurso ele fala sobre a dificuldade de se livrar de um processo, e como seria praticamente impossível a um julgamento totalmente favorável a K. Com o ar do ambiente já o sufocando, ele se levanta para ir embora mas o pintor aproveita para lhe mostrar alguns quadros, mas na pressa de ir ele leva tudo que o pintor lhe oferece, retornando ao banco com vários quadros nas mãos.
Após todo este tempo corrido e sem grandes respostas, o personagem K resolve dispensar seu advogado. Chegando tarde na casa do advogado ele conhece um pequeno e assustado homem, chama-se Block, que lhe fala sobre sua grande experiência em processos, já mantém um a cinco anos, e também este estranho personagem lhe confessa até um segredo de que tem mais de um advogado. Toda a conversa em que o senhor Block lhe conta de toda a sua dificuldade no seu processo de como tem se esforçado, dizendo até que seria burrice se desfazer de advogados, pois alguém sozinho nunca seria capaz mentalmente de se ocupar das coisas da justiça e ter uma vida normal. Quando senhor K entra para falar com o advogado lhe anuncia logo que vai despedi-lo mas este diz que tem grande apresso pelo senhor K e seu tio, e que lhe foi muito complacente lhe ensinando sobre várias coisas da justiça que ele assim seria até ingrato e para selar sua palavra ele chama ao senhor Block e lhe humilha como a um animal, fazendo lhe beijar seus pés, literalmente, para mostrar a K , como ele devia ser grato por tê-lo como advogado. Depois de toda a cena de desaforo contra senhor Block o advogado em meio a suplicas anuncia que o processo do mesmo nem ao menos começou, as vistas de um juiz, e vendo o desespero do réu, este começa a dizer-lhe várias coisas para mostrar-lhe que nada saiu da naturalidade. Visível aqui como muitos advogados se acham muito superiores aos seus clientes, pois os estes não entendem o tramite da justiça nem ao menos conseguem ler o que é dito em seu processo. Sendo que o advogado além de explorar-lhe financeiramente, também lhe flagela fisicamente e psicologicamente exigindo-lhe fidelidade.

domingo, 16 de maio de 2010

Fazendo Trabalho

Estou fazendo um trabalho, da matéria de Ciências Políticas, sobre os candidatos, Dilma e Serra.
Mas acho que esta sendo tão inútil! Eles fazem mil propostas, tem-se que pesquisar, e como eu sou aluna do primeiro semestres e uma idiota nos assuntos políticos, leio e acredito em tudo que eles falam. Mas para ser exforçada, procuro em vários sites opiniões sobre o assunto e acabo dizendo o que eles disseram tudo misturado. Por exemplo pra mim o PAC não teve diferença nenhuma; não que eu tenha visto. Mas eu tenho que saber o que é, pra que serve, se tá sendo bom, se é viável, se é do âmbito todo federal É mais fácil falar das propostas da Dilma, pq as dela são as do Lula, e já tão tudo valendo ai. Mas as do Serra.... eu não tenho bola de cristal pra saber se vai ser bom e nao sei nem por onde começar pra saber se as estatísticas que ele poem no site dele,que me parecem incríveis,fora frases como: Vou erradicar o anafalbetismo, são verdade ou não. Eu acho tudo isso super legal, é um Brasil ideal, mas é utopia ou nao? é eleitoreira? Acho que todas elas são!!!!!! Todas propostas são!! Não porque são mentirosas, mas porque só servem pra aumentar o eleitorado! Puzt! Eles nos fazem sonhar, e não isso que brasileiro gosta? Sonhar.

sábado, 8 de maio de 2010

Sistemas eleitorais II

Os sistemas eleitorais são divididos em sistema Majoritário ou Proporcional.
O sistema Majoritário usa do princípio de quem tem mais votos ganha, sendo este subdivido em Majoritário simples, que diz que tem mais votos vence a eleição independente de porcentagens, e no Majoritário absoluto exige-se que o candidato tenha cinqüenta por cento dos votos mais um, seria a maioria, para ser o eleito.
O sistema Majoritário pode ser também uninominal ou por listas. Sendo uninominal quando se tem uma vaga e deve-se escolher um só candidato. Quando por listas se vota em vários candidatos para vários cargos ou para órgãos composto de vários cargos. Na forma de lista, tem se lista aberta ou lista fechada. Lista aberta é quando se pode votar em um candidato para determinado cargo sem avaliar se pertence ao mesmo grupo, chapa ou partido de outros candidatos, já na Lista fechada isso não ocorre, para escolher candidatos todos devem ser de um mesmo grupo.
Mas é importante dizer que todos estes sistemas e suas subdivisões têm seus problemas característicos. No sistema listas, por exemplo, as minorias acabam muitas vezes por não serem representadas. Municípios pequenos não teriam expressividade alguma em votações em âmbito estadual ou federal, não sendo por fim representados. Ou em casos que uma pequena diferença de votos elege certo partido, notasse que uma grande maioria não foi representada. Têm-se casos em que estados pequenos como Acre não pode ter o mesmo número de vagas a deputado do que São Paulo, por exemplo, pois o volume de votos para se eleger em São Paulo é muito superior e até pelo fato de representar mais eleitores, nesses casos o sistema de listas muitas vezes é falho.
Uma tentativa de corrigir estes desvios é o chamado “Segundo Turno”, usado em eleições para os cargos de Governador, Presidente da República, em para alguns cargos de Prefeito, o qual após uma eleição em que não se teve candidato votado pela maioria tem-se um segundo turno e são convocados os dois candidatos mais votados. Nesta situação é notável que os partidos tendam a ter uma mesma ideologia, pois caso não venham a ser convocados ao segundo turno, podem se aliar a algum partido, e mesmo partidos com poucos votos, podem se aliando, teoricamente, convencer seus eleitores a votar no candidato que eles apoiaram e que certamente terão alguma participação no governo deste outro partido.
No sistema Proporcional, existe a tentativa de solucionar o problema na representação das minorias, criou-se o “voto por legenda”, usado na eleição de cargos do legislativo em todos os níveis exceto senado federal. Este sistema de voto tem duas vertentes de quociente eleitoral ou o de número fixo.
O número fixo avalia através de um número fixo estabelecido pela legislação nacional e também pelo número de votos obtidos o número de votos que cada partido terá, seguindo por ordem de votação, os seus eleitos.
No Brasil é usado o sistema quociente eleitoral que usa de uma proporção entre o número de votos e a quantidade de vagas, por exemplo, na Câmara, sendo que o partido usa todos os votos recebidos, para saber quantas vagas ele recebeu. E nesse sistema, quociente eleitoral, ainda é levado em conta o número de habitantes e eleitores. Estabelece-se, baseado no número de habitantes, quantos votos são necessários para ser eleito, o que passar disso conta a mais para o partidos o que pode levar a eleição de colegas de partido menos votados. Criou-se vários cálculos nesse sistema, como o quociente partidário, quociente eleitoral e outros para tentar resolver o problema de representação da minoria. Fato este que muitas vezes, faz um partido totalmente dependente de um só candidato que obteve maioria dos votos e tem apoio popular.
Mas este sistema acabou por estimular a criação de novos partidos, pois o sistema eleitoral facilita a eleição de seus candidatos. O que dificulta que um partido tenha uma maioria considerável e alguma força no governo.
Importante dizer que tanto no sistema majoritário ou proporcional ocorrem algumas injustiças mesmo com a tentativa de corrigi-las nota-se, por exemplo, que algumas vezes um candidato através dos cálculos obtidos com os votos de um candidato forte de seu partido, é eleito, e outro que obteve mais votos que o anterior, mas pertence a um partido que teve poucos votos, não é eleito.
O sistema Majoritário pode levar também a problemas de governabilidade. Governabilidade por sua vez é a capacidade que o poder executivo tem de por em prática as suas propostas. Cogitando a idéia de que um governador, por exemplo, é eleito necessariamente com cinqüenta cento dos votos mais um, os outros quase cinqüenta por cento não o queriam no poder. Como uma maioria considerável não apóia, e teoricamente ele não tem nem um grande apoio popular, este candidato pode enfrentar problemas dentro do governo para ter suas propostas aprovadas. O que o leva a estar em declínio no apoio popular. Sendo observado que a falta de governabilidade leva corrupção, pois o governante não tem legitimidade.